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 MI Disconzi - Respostas

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MensagemAssunto: MI Disconzi - Respostas   Qui 13 Out 2011, 16:41

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Última edição por Leon Mendes em Sab 10 Mar 2012, 06:46, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Resposta ao Eder Appel   Qui 13 Out 2011, 16:55

Pergunta: Eder Appel
Já que você comentou que estais "voltando" ao xadrez profissional, quais suas
metas e seu "plano de estudo" no curto/médio prazo?

Resposta:
Qualquer plano deve ter uma meta, um objetivo, uma direção. E esta meta pode ou não ser dividida em etapas.

Minha meta final é o título de GM.
Meta anterior: criar condições e equilibrá-las para lutar pelas normas de GM, para poder ir viajar e jogar.
Meta intermediária: depois de desenferrujar o hábito de estudar, definir prioridades para estudo e ampliar carga horária. Jogar mais torneios.Por em prática novas aberturas.Corrigir defeitos recorrentes. Administrar melhor o gasto de tempo no relógio.Manter o hábito de calcular variantes sem ver o tabuleiro, matar problemas para afinar a visualização.
Meta inicial: organizar o material, ajustar agenda diária e recomeçar estudando qualquer coisa, para pegar ritmo de estudos.

Quais condições? Condição Técnica, Profissional (trabalho, finanças), condicionamento físico (saúde), ambiental (rotina familiar, tarefas domésticas) e Motivacional (equilíbrio pessoal, disciplina de trabalho).
Destas condições, vou tratar da seguinte condição Técnica:

1-Definir novo repertório ou atualizar o velho com alguns ajustes e adições.
Com o uso crescente de bancos de Dados, todas nossas partidas são facilmente acessadas. Diante disso, ou jogamos MUITO bem nossas aberturas de sempre, ou aprendemos várias outras para surpreender os adversários. Estudar muita coisa é demorado e tende à não especialização específica numa abertura, mas é uma opção.

O volume de informação, partidas comentadas, livros pdf, vídeos, é gigantesco. Selecionar o material indicado ao seu nível não é tarefa fácil e a quantidade de informação assusta até mesmo para iniciar os estudos. Por isso recomendo o uso deste excesso de informação como "fonte de consulta" , de referência. O estuo mesmo pode ocorrer no tabuleiro de madeira, com algumas poucas e boas partidas da sua abertura escolhida e o estudante munido e armado de MUITAS perguntas sobre as partidas e sobre a abertura. Depois de fazer as tais perguntas (e tentar respondê-las, claro), aí sim é uma boa idéia abrir os livros e bases para consulta.

2- Avaliar erros mais comuns que tenho cometido recentemente. Rever todas as partidas que joguei contra jogadores mais fortes e notar como e onde perco as partidas.
Inventar exercícios específicos para corrigir os defeitos de jogo e de conduta esportiva (caráter pessoal).Procurar posições similares ás quais costumo errar e simular tomadas de decisões em tempo militado.

Rodrigo Disconzi
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MensagemAssunto: Re: MI Disconzi - Respostas   Ter 18 Out 2011, 12:56

Pergunta: Pandão
Como começou sua carreira?Como era sua rotina inicial para aprimorar as habilidades?Algumas dicas para os que tem problemas com o "xadrez pensado":
Obrigado, e bom retorno a carreira, muito sucesso e boas partidas.

Resposta:
Aprendi jogar aos 7 , mas só fui tentar melhorar aos 11, após jogar meu primeiro torneio e descobrir que não gostava nada de perder as partidas. Estudei os livros da biblioteca pública, frequentei o Clube de Xadrez de Curitiba e fui aumentando os estudos, principalmente entre os 14 e 15 anos de idade. No início li muitos livros, mas não entendia nada. Aprendi mais analisando qualquer partida ou posição com jogadores mais fortes e enfrentando-os no Blitz. Eu estudava por quantidade e não por qualidade, faltou orientação. Por isso sigo aprendendo até hoje :)

Quanto ao xadrez pensado, acredito que devemos treinar em casa simulando situações similares às dos torneios, com o ritmo lento e pausado, em concentração e silêncio, mas sob pressão do relógio. E este treinar é analisar qualquer partida ou posição, preferencialmente sua. Não ligue que sua partida seja ruim ou sem graça, pois o objetivo é melhorar sua compreensão sobre o jogo, seu cálculo e sua capacidade de avaliar as posições.

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MensagemAssunto: Re: MI Disconzi - Respostas   Qua 19 Out 2011, 09:54

Pergunta: Guilherme Lucas

Queria saber quantas horas por dia ele treina xadrez ???, e se uma pessoa normal, que joga xadrez diariamente, é bom começar a treinar xadrez quantas horas por dia pra se tornar um jogador bem mais forte ?

E se ele pode me passar uma rotina de treinamento de xadrez, pra mim fazer em casa mesmo.

é isso ai, valeu.

Resposta:
Perguntaram isso para o Gelfand, que respondeu perguntando: " Tempo no ICC conta? Quando ando pela rua pensando em xadrez vale? Quando surfo pela web olhando noticias e partidas é tempo de estudo? Se ligo para um amigo para falar de xadrez também soma? Se tudo isso conta, mais o estudo das aberturas e de cálculo específico, nos últimos 25 anos estudo cerca de 10 a 12 horas por dia...".
Me parece que esse foi o ritmo do Ivanchuck também. Mas não precisamos atingir esses números pois não somos profissionais, não temos equipe de apoio, treinadores e nem um ambiente enxadrístico que facilite as coisas.
Acredito que uma hora por dia seja o suficiente para manter a cabeça lubrificada. Eventualmente em alguns dias o estudo pode ter mais horas. Nos dias que você não tiver essa 01 hora, tente ao menos matar um exercício no diagrama, no livro, por 15 minutos. Tente acompanhar os lances de uma partida sem ver o tabuleiro, só olhando o o livro. Fazendo isso TODOS os dias do ano por 15 minutos seu jogo certamente irá melhorar.
A quantidade de horas que cada um usa para estudar não importa tanto quanto a qualidade do estudo. É preciso aceitar que no início dos estudos iremos cansar, não sentiremos o retorno, ficaremos confusos, perdidos e desanimados.Somente após passar desta fase e se acostumar com o trabalho chato é que começaremos a colher os frutos do trabalho.
Escolher o que estudar nunca é fácil. Recomendo estudar 2 tipos de coisas:1- estudar aquilo que gostamos bastante, para manter a motivação em alta2- estudar aquilo que não gostamos, pois geralmente não gostamos porque não entendemos. Isso parece ser chato, mas será útil nas suas partidas.
Recomendo dividir os estudos entre:- análise das partidas próprias- montar repertório de aberturas- temas específicos de meio jogo (estrutura de peões, formulação e plano, avaliação posicional, sacrifícios, ataques, defesa, manobras, abrtura de linhas, rupturas, uso específico de cada peça, simplificação, etc)- estudar os finais típicos de forma parcelada até ter estudado todos os tipos- resolver exercícios de tática- analisar partidas de grandes jogadores treinando visualização das jogadas sem mover as peças- treinar sua avaliação posicional, decidindo quem está melhor e porquê (perguntar depois a um jogador mais forte ou professor se a avaliação está correta)
Todo o estudo deve respeitar a mais importante regra do treinamento de xadrez: SEMPRE PROCURE DESCOBRIR O PRÓXIMO LANCE OU PLANO POR CONTA PRÓPRIA, e só depois veja o lance que está no livro ou computador.
Use um software para auxiliar o treino, mas não abuse dele nem fique preguiçoso. Lembre-se que o software calcula bem, mas que as avaliações deles são materiais e não levam em conta os sentimentos humanos.

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MensagemAssunto: Re: MI Disconzi - Respostas   Qua 30 Nov 2011, 06:20

Vinícius Gama pergunta:
Acredito q vc comentou em seu blog sobre jogar partidas de 15 min e que bullet pouco acrescenta em melhorar a habilidade do enxadrísta. Mas pq os melhores jogadores de bullet são os melhores em blitz em rápidas e em xadrez pensado?

Disconzi responde:
Quem joga bem bullet e blitz bem, geralmente já estudou e jogou muuuuuuito xadrez normal. São raros, mas existem, casos de especialistas em bullet ou blitz que não jogam tão bem o xadrez pensado.
Recomenda-se primeiro tentar jogar bem para depois aprender a jogar rápido e bem.Mas é claro que sempre é possível jogar blitz, mesmo que mal, para diversão :)
Depois de aprender a jogar rápido e bem, souber a teoria de cabo a rabo, tiver tempo e dinheiro, bom condicionamento físico e boa rotina de trabalho, ainda faltará uma coisa para você ganhar de todo mundo : sorte !

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MensagemAssunto: Re: MI Disconzi - Respostas   Sab 10 Mar 2012, 06:42

David YCaroh pergunta:

Do que a pessoa precisa para poder se profissionalizar no Xadrez hoje em dia? E como fazer isso?E o que você acha sobre o Xadrez como disciplina de educação nas escolas do Brasil?

Disconzi responde:

Profissional de Xadrez no Brasil hoje em dia é o professor de xadrez. Seja nas escolas ou em aulas particulares.

Viver de xadrez por jogar bem é raridade e minoria.

A maior chance então é aprender não só a jogar cada vez melhor, mas aprimorar sua capacidade de interagir, discutir, debater o xadrez, preferencialmente com jogadores ou professores mais experientes.

Acredito no Xadrez nas escolas , seja como atividade obrigatória ou eletiva. O que precisamos fazer é monitorar os resultados dos alunos que fazem xadrez comparando-os com os que não fazem aulas de xadrez. Se os resultados positivos forem comprovados, avaliados, o futuro do xadrez escolar estará garantido.
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MensagemAssunto: Re: MI Disconzi - Respostas   Sab 10 Mar 2012, 06:43

Akros Pergunta:

A China que a alguns anos atrás não tinha tanta força no cenário mundial enxadrístico, após reformulações passou a ter um peso considerável com inclusive revelações de novos talentos como a campeã mundial Hou Yfan, que recentemente venceu (moralmente - melhor tiebreak) importante torneio aberto em Gibraltar, entre outros.
No Brasil você acredita que possa a curto ou a médio prazo haver alguma mudança nesse sentido? E quais seriam os principais fatores que poderiam contribuir para isso?

Disconzi responde:

Li o livro do primeiro GM chinês e mentor da escola chinesa. Nada de sensacional nos métodos, mas pelo menos cada novo talento tinha um GM ou MI forte na escolta.
Acho que da quantidade e da necessidade surgem os jogadores de sucesso.
Igualmente à antiga URSS , apoio governamental e ideológico ajudam muuiiiito.
Aqui no Brasil a garra e a vontade individual é que fazem os grandes jogadores, que deixam de fazer qualquer outra coisa para se dedicar só ao xadrez e aceitarem que NUNCA ficarão ricos, por melhor que joguem.

Não vejo o Brasil nem perto da ex-URSS ou China nos próximos 20 anos.

Abraços!
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