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 Sistema de ensino da APAENJ

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Rio Grande do Sul

MensagemAssunto: Sistema de ensino da APAENJ   Qui 27 Out 2011, 08:31

Associação de Pais e Amigos do Enxadrismo de Jales


Xadrez I - O conhecimento do tabuleiro, movimento das peças e regras, exercícios de xeque-mate, noções elementares de aberturas, finais básicos. Aqui são disputados três diplomas – peão, cavalo e bispo.

Xadrez II - Estratégia no meio-jogo, temas de combinação, finais práticos, formação de um repertório de aberturas, sendo disputados dois diplomas – torre e dama.

Xadrez III - Processos de análise, estratégia superior, aperfeiçoamento do repertório de aberturas (estudo profundo), finais complexos. Aqui, disputa-se o diploma: rei.



Xadrez I


No início do trabalho é muito importante mostrar a imagem de que o xadrez não é um jogo enfadonho, e neste sentido as brincadeiras e histórias sempre cativam a garotada. O tabuleiro deve ser o primeiro passo, mostrando a quantidade de casas, diagonais, verticais (colunas) e horizontais (fileiras). Os termos são importantes para que a criança vá se familiarizando e a lenda dos grãos de trigo é imprescindível. Para passar a lenda, o vídeo Uma aventura no reino do xadrez do Prof. de xadrez Léo Pasqualino é fundamental.

O movimento das peças e as regras devem ser bem assimilados (depois da aula pede-se para que os alunos joguem e este é um momento importante para corrigir qualquer erro. A partida em si é eficiente na memorização). As dificuldades mais freqüentes são a captura en passant e o empate por afogamento. Os exercícios de xeque-mate são basicamente extraídos do livro Bobby Fischer Ensina Xadrez. O aluno é estimulado a ler todo o livro e no final dele poderá fazer seu primeiro teste, que é o teste do peão. Se tirar uma nota acima de oito ganhará o diploma do peão.

Quanto aos finais básicos, estudamos o de rei e dama x rei, rei e torre x rei, rei e 2 bispos x rei (o final de rei e bispo e cavalo x rei é ensinado mais adiante), rei e peão x rei com a regra do quadrado e oposição, o mate escadinha com as duas torres ou dama e torre.

Nas noções de abertura ensina-se a importância do centro e do desenvolvimento das peças, salientando a debilidade do ponto fraco f2-f7, mostrando o mate do pastor e algumas variações, também o mate do louco e a debilidade da respectiva diagonal. O tempo ideal de duração de cada aula (para não ficar cansativo para o aluno) é de 1 hora por dia.

A bibliografia básica compõe-se do livro Chess - 5334 Lazlo Polgar, Xeque e Mate - G. Milos e Davy D’israel, Xadrez Básico e do livro Bobby Fischer Ensina Xadrez.


Xadrez II

Nesta fase, ingressamos o estudante em temas de combinação (o duplo de cavalo, o garfo, o raio x, etc) . Vários são os livros utilizados, dois em especial, Test Your Chess IQ - A . Livishitz e 1001 Combinações de Mate - Fred Reinfeld.

A respeito dos finais práticos, utilizamos o livro Xadrez Básico, que contém uma seleção excelente, como: posição de Philidor e posição de Lucena nos finais de torres e peão passado distante e peão passado protegido em finais de peões, etc.

No repertório de aberturas é muito importante observar o estilo do enxadrista para que a abertura seja coerente. Decorar é importante, porém muito mais importante é observar a idéia da abertura. Um exemplo breve: se um enxadrista joga de pretas a defesa Siciliana, independente da variante, ele deve ter em mente os conceitos da posição como utilização da coluna c, pressão de peças na ala da dama e controle do ponto c4 e ter, também, as idéias do jogador de brancas, como a coluna d, o posto avançado em d5, os avanços de peões em e5 e f5, etc.

Na estratégia do meio-jogo, iniciamos com a abertura de peão rei, pois são as que possibilitam um jogo aberto que, segundo cremos, deve anteceder as aberturas de peão dama.

O meio-jogo é dividido em temas estratégicos, como peão atrasado, peão isolado, par de bispos, bispo mau, bispo bom, etc. Utilizamos livros como o Mi Sistema, de Ninzowitch, Tratado Geral de Xadrez, de Roberto Grau. Mas, pessoalmente, o livro que considero mais completo é o Estratégia Moderna do xadrez,de Ludek Pachmann.


Xadrez III

Nesta fase, a análise é a essência do trabalho. O enxadrista passa a respirá-la tendo que escrever vários cadernos de exercícios. No meio-jogo, procuramos rever pontos obscuros, trabalhando na lapidação do enxadrista. Os livros: Pense e Jogue Como Um Grande Mestre, de Alexander Kotov são os utilizados bem como o Ajedrez de Torneo, de David Bronstein.

Nos finais tiramos exemplos dos livros de Smyslov, Averbach, Keres, etc. (Finais Práticos, Teoria de Finais de Torres, Finais de Bispo e Cavalo).

A pedra de toque do xadrez III é o estudo profundo das aberturas. Passa-se a decorar as variantes, analisar os planos respectivos e os possíveis finais onde determinada abertura pode desembocar. É uma fase difícil, em que uma partida demora horas.

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No início do aprendizado do xadrez, é importante a rapidez em utilizar o sistema algébrico, já que no estudo de diagramas de combinação é proibido ao enxadrista mover as peças, bem como utilizar as mãos. No decorrer das três fases utilizamos vários processos de treinamento como: lance do mestre, partidas em consulta (equipe x equipe), análise de posições com tempo (em todo exercício de combinação devemos estabelecer um período de tempo para a solução), história do xadrez e a cronologia dos campeões mundiais, etc.
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